Preço do queijo e do polvilho sobe em 2025 no Brasil

Preço do queijo e do polvilho registra forte alta em 2025, encarecendo a preparação do tradicional pão de queijo nos lares brasileiros. A valorização dos dois insumos começa no campo, passa pela indústria e chega às gôndolas, refletindo mudanças climáticas, custos de produção e logística mais cara.
De acordo com produtores, a alta do litro de leite e a menor oferta de mandioca formam a base desse encarecimento. Entender as pressões em cada etapa da cadeia ajuda a explicar por que a receita caseira custou, em média, R$ 1,23 por unidade em janeiro de 2025.
Preço do queijo e do polvilho sobe em 2025 no Brasil
Custos do leite pressionam laticínios
No caso do queijo, o principal fator é o aumento do preço do leite. Pecuaristas relatam elevação nos custos da ração, impulsionada pela valorização de milho e soja. Eventos climáticos, como secas em Minas Gerais e Goiás, reduziram a oferta de pasto e, consequentemente, a produção de leite por animal. Com menos matéria-prima, indústrias repassam o aumento a queijos como minas padrão, muçarela e parmesão.
Oferta de mandioca encolhe
O polvilho, derivado da mandioca, também ficou mais caro. Safras recentes sofreram impactos de chuvas irregulares e calor excessivo em importantes polos produtores. Além disso, agricultores diminuíram a área plantada, migrando para culturas consideradas mais lucrativas. Como o ciclo da mandioca é longo, a recomposição da oferta deve demorar, mantendo os preços do polvilho doce e azedo em patamares elevados.
Logística adiciona peso final
O encarecimento não termina na fazenda. Transportadoras relatam aumento no custo do diesel e em taxas de pedágio, fatores repassados ao frete. Embalagens também ficaram mais caras. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), itens alimentícios industrializados subiram acima da inflação geral em 2024, tendência mantida no início de 2025.
Impacto direto no consumidor
Com todos esses fatores combinados, a fornada de pão de queijo pesa mais no bolso. Do campo à mesa, clima adverso, custos de insumos e transporte convergem, fazendo com que a delícia mineira seja mais cara em todo o país.
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